Como inovar com o que já tem em mãos?
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Como inovar com o que já tem em mãos?

Acabei de sair de uma reunião com um cliente que tem muita experiência em inovação e alavancagem de resultados com startups, inclusive lá nos Estados Unidos.

Então, resolvi falar sobre esse tema e a importância de inovar na rotina de uma empresa.

Quando a gente fala em inovação e tecnologia, muitas vezes as pessoas pensam que é preciso ser um cara de TI ou muito fera em ferramentas. Mas, não é nada disso!

O que eu te falo por experiência própria é que é possível inovar com recursos próprios e melhorar a abordagem e a penetração no mercado, muitas vezes com ideias bem simples.

Sempre tive um olhar voltado para fazer algo inovador de uma maneira mais fácil. Assim, vou compartilhar um case aqui da agência pra você entender o que estou querendo dizer.

Comece a inovar

O meu objetivo ao compartilhar essa história com você, é te ajudar a ter uma mente mais aberta com relação ao Marketing Digital.

Muita gente hoje só se pergunta qual plataforma é melhor, qual ferramenta dá mais resultado. Enfim, foca muito apenas na tecnologia.

Mas, esquece que por trás do recurso existe algo maior. Ele é o meio, mas não é o fim. Quando você tem pessoas criativas e engajadas, que pensam fora do “padrão”, fica tudo mais fácil. Você consegue cortar caminhos.

Então, vamos ao case. Tinha um cliente aqui que era uma corretora de seguros e queria vender todas as modalidades.

Um deles era um seguro viagem, onde estávamos tendo dificuldade para conseguir bons resultados para ele. Em todos os tipos de seguros as estratégias davam certo, mas nesse o valor por clique da palavra relacionada era um absurdo.

Afinal, tinha muita gente concorrendo. Além disso, foi uma época onde os brasileiros estavam viajando muito para o exterior e, consequentemente, os grandes players do mercado também estavam anunciando.

Diante desse cenário, tivemos uma ideia. A pessoa que quer viajar costuma buscar dicas sobre o lugar para onde vai. Separamos alguns continentes e criamos um e-book muito útil e relevante sobre eles com foco no turista.

Usamos dados básicos, como o que pode ou não levar, peso da bagagem, documentações, entre outros. Bem completo e relevante.

Ofertamos esse material e passamos a concorrer com o mercado de turismo, deixando o de seguros um pouco no escanteio.

Também escrevemos artigos relacionados a esses continentes, como dicas de museus, câmbio e muito mais. O objetivo era realmente gerar muito valor.

O próximo passo

Bom, estabelecido esse fluxo, separamos cerca de 5 a 10 artigos para cada região. Assim, quando a pessoa deixava o nome e e-mail para baixar o e-book, ela também registrava o continente para onde iria viajar.

Com isso, gerávamos uma automação de e-mails que seriam disparados para essa pessoa com base no local. Em cada envio incluíamos um botão para que ela pudesse simular o seguro viagem.

Da mesma maneira, todos os artigos tinham como Call To Action (CTA) essa chamada para a cotação.

Com a interação, começamos a levantar palavras-chave sobre as principais dúvidas de quem viaja para o exterior.

Então, iniciamos patrocínios com essas palavras, que não tinham tanta concorrência. O resultado foi que conseguimos abaixar de R$ 18,00 para cerca de R$ 0,30 o clique. Depois de três ou quatro meses, todo blog foi ranqueado organicamente.

O que aconteceu? O cliente passou a vender muito seguro viagem de maneira orgânica.

Assim, é preciso ampliar um pouco a mente e começar a entender que se você tem aderência em outros mercados, essa pode ser uma maneira de você inovar.

Você não precisa de grandes aparatos

O que eu quero que você entenda com esse case é justamente isso: você não precisa de grandes aparatos tecnológicos.

No meu caso, por exemplo, eu comecei a agência sozinho. Fazia sites e comecei a reparar que os clientes precisavam de ajuda com outras vertentes.

Então, iniciei a prestação de serviço como consultor, o que apertou o meu tempo para visitar os clientes.

O que eu fiz? Criei um portal específico para o meu público, com acesso a relatórios, materiais e a tudo que era feito.

Dessa forma, consegui reduzir a frequência de reuniões por cliente de uma por semana para uma por mês, realmente para fechar estratégias e aprofundar assuntos.

Ou seja, eu podia usar esse ganho para outras atividades e o tempo de reunião para todos era muito mais produtivo.

Assim, minha performance subiu e abri espaço para atender mais pessoas. Esse é só um exemplo simples, que você pode adequar para o seu nicho.

Agora, pare e reflita: quando você pensa em inovação você trava porque acha que precisa de tecnologia e ferramentas digitais? Ou você olha para o seu negócio e tenta encontrar caminhos para inovar com o que tem?

Avalie o que precisa melhorar. É o financeiro? O atendimento? Repare nas ferramentas que possui e tente unir os dois. Veja como elas poderiam ajudar nesse processo.

Muitas vezes, é do simples que você tira uma ideia que valoriza o seu produto ou serviço. Portanto, saia um pouco desse “barulho mental” que o mercado tenta impor quanto ao uso de ferramentas e conhecimento técnico.

Abra espaço para a criatividade, o “fazer diferente”, e use isso para gerar valor!

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Gutemberg Fernandes

CEO Founder da Conexão Marketing, 12 Anos de experiência em Estratégias Digitais, co-autor do método Growth CNX, apaixonado por métricas e geração de resultados. Líder do time de prospecção inbound.

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