Vender. Eis o que a maioria das empresas buscam sempre todos os dias. Afinal de contas, todas elas precisam fechar a conta no final do mês e sem vender, não há quem resista em tempos de mercados cada vez mais competitivos, ainda mais no contexto da economia digital.

A briga acirrada por clientes, levam muitas empresas a esquecerem de um detalhe primordial: O consumidor é uma pessoa, com sonhos e necessidades, precisando, portanto, de um sentimento de pertencimento para se sentir completo.

Já falei aqui sobre o perfil consumidor atual e exploro mais este assunto em nosso Ebook  Como identificar o seu público-alvo

Acompanho sempre com muito pesar algumas empresas com excelente potencial de crescimento, pertencentes a um mercado aquecido, com pessoas buscando sempre por seu produto ou serviço, simplesmente QUEBRAREM por não entenderem de RELACIONAMENTO e PESSOAS.

No meio digital isto ainda é mais evidente. Empresários movidos pela falsa sensação de rápidos resultados diante da propagação de que Vender pela internet é fácil, acabam investindo muitos recursos em anúncios e mais anúncios, tentam sempre o caminho da venda direta. Repetindo o que ele vê a sua volta.

Ocorre que o consumidor atual, tem se cansado de receber sempre ofertas, ofertas e mais ofertas em seu e-mail ou perfil de rede social e passa, não só a se distanciar das empresas que praticam essa política de vendas pela internet, como também a propagar como negativa a imagem que ele tem dela.

O consumidor quer se relacionar com as marcas. Quer receber informações relevantes. Aliás, INFORMAÇÃO é o que ele mais busca atualmente na internet. Se sua empresa estiver fora desse contexto, repense seu negócio. Repetir na internet as formas tradicionais de publicidade é um retrocesso, e essa postura pode estar ruindo o seu negócio.

Pense fora da caixinha. Não esteja na internet simplesmente porque seu concorrente também está. Não faça um site só porque o seu concorrente também tem. É o que chamamos de “marketing de imitação”. Não caia nessa, aprofunde sua visão. Já se foi o tempo em que ter um site era sinônimo de bons resultados. Como uma empresa pode esperar ser inovadora ou gerar uma vantagem competitiva, se sua principal entrada para o mercado é uma mera cópia de seus concorrentes?

Neste contexto, as redes sociais tem um papel muito importante. Procure sempre usar a regra do 80/20 para os seus posts, isto é, 80% dos posts devem ser relevantes contendo informações REALMENTE ÚTEIS para consumo de seu público, ao passo que 20% dos posts devem ser de ofertas e promoções.

O consumidor quer saber com quem ele está se relacionando, portanto, humanize sua marca ao máximo, dê a ele a sensação de estar conversando com uma pessoa, se possível, associe sua imagem à da sua empresa. Passe confiança, tranquilidade. Procure saber o que ele procura. Ouça, escute. Não se precipite em agir antes de saber o que ele realmente quer. Ele quer ser ouvido e se sentir importante no contexto da venda. Aliás, vender é ajudar o consumidor a comprar, e não vender a qualquer custo, lembre-se disso.

A empresa que trilha esse caminho, sempre vende mais de uma vez ao mesmo cliente, e constrói sua reputação através de um relacionamento bem estruturado, sendo útil e relevante para ele, atendendo assim suas expectativas.

Construa sua reputação. Ninguém mais compra de que não conhece, em razão disso, anúncios tem tido um aproveitamento cada vez menor.

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Gutemberg Fernandes
Gutemberg Fernandes

CEO Founder da Conexão Marketing, 12 Anos de experiência em Estratégias Digitais, co-autor do método Growth CNX, apaixonado por métricas e geração de resultados. Líder do time de prospecção inbound.

Conexão Agência Digital

    3 Comentários para "Construir relacionamentos, o novo papel das empresas na economia digital"

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